quarta-feira, 27 de junho de 2012


Estava aos pés do mar, deitada, sentada, como que encostada no braço do mar que acarinhava-lhe o corpo, permitindo com suas águas, um vai e vem das lembranças...Sentia as ondas calmas, serenas, sem pestanejar...ora gelado, ora  quentinho...o mar a noite e suas surpresas, as suas renovações...estava no meio do mar, o seu amor...Juvelino, o pescador mais conhecido daquela região...e por mais que tentasse, e respeitasse a força das águas, Jacimara não entendia  como o homem havia perdido a mão do mar...como que era possível que depois de tanto tempo, de tanta vivência, de tanta história contada naquelas ondas, as águas tivessem levado o seu amor...Alí, na calada da noite, sem aquele bando de gente que passava o dia a lhe fazer visitas e a exigir-lhe uma força de vida, Jacimara salgou-se toda de memória de Juvelino, sendo que as vezes pensava que avistava seu barco, seu homem, vindo pega-la na areia ...Na beira do mar, entre soluços, Jacimara repetiu em suplicio, como se fosse possível a Juvelino escurtar-lhe, a promessa que lhe havia feito na primeira noite do casal e que  jamais tinha deixado de cumprir..lembrando-se claramente do, entre afagos, ter ouvido da boca do homem, que ela deixasse de agonia, que ele não a faria esperar, depois que a noite caísse, por ele na beira do mar...e lá estava Jacimara, depois de três dias, olhando mareadamente o sol anunciando a ausência do seu amor...

2 comentários:

  1. "Um amor assim delicado"
    Amor é sereno tbm... avidez n deveria ser do amor. Seja ele qual for... avidez, dor, deixa pra quando tiver q se dissolver o amor... mas ai; só se se for até o fim!

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  2. Foi ela que caiu na história de pescador...

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