Estava aos pés do mar, deitada,
sentada, como que encostada no braço do mar que acarinhava-lhe o corpo,
permitindo com suas águas, um vai e vem das lembranças...Sentia as ondas
calmas, serenas, sem pestanejar...ora gelado, ora quentinho...o mar a noite e suas surpresas,
as suas renovações...estava no meio do mar, o seu amor...Juvelino, o pescador
mais conhecido daquela região...e por mais que tentasse, e respeitasse a força
das águas, Jacimara não entendia como o
homem havia perdido a mão do mar...como que era possível que depois de tanto
tempo, de tanta vivência, de tanta história contada naquelas ondas, as águas
tivessem levado o seu amor...Alí, na calada da noite, sem aquele bando de gente
que passava o dia a lhe fazer visitas e a exigir-lhe uma força de vida,
Jacimara salgou-se toda de memória de Juvelino, sendo que as vezes pensava que
avistava seu barco, seu homem, vindo pega-la na areia ...Na beira do mar, entre
soluços, Jacimara repetiu em suplicio, como se fosse possível a Juvelino escurtar-lhe,
a promessa que lhe havia feito na primeira noite do casal e que jamais tinha deixado de cumprir..lembrando-se
claramente do, entre afagos, ter ouvido da boca do homem, que ela deixasse de
agonia, que ele não a faria esperar, depois que a noite caísse, por ele na
beira do mar...e lá estava Jacimara, depois de três dias, olhando mareadamente
o sol anunciando a ausência do seu amor...
"Um amor assim delicado"
ResponderExcluirAmor é sereno tbm... avidez n deveria ser do amor. Seja ele qual for... avidez, dor, deixa pra quando tiver q se dissolver o amor... mas ai; só se se for até o fim!
Foi ela que caiu na história de pescador...
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